Um movimento foi iniciado em 2016, no Rio de Janeiro, por um grupo de mulheres com o objetivo de pensar a política institucional como um caminho para criar oportunidades de atuação, espaços de diálogos pluripartidários, mais proximidade com mulheres candidatas no estado, além de pensar em estratégias para uma política que integre a cidade, apontando para possíveis filiações de mulheres a partidos políticos de sua escolha, buscando incentivar possíveis candidaturas e possibilitar mandatos para cargos do legislativo.

As mulheres ocupam no ranking mundial uma posição desfavorável com díspares desequilíbrios nos cargos legislativos, onde a política institucional brasileira encerra a participação feminina na política, quando elege em maioria homens brancos e privilegiados como representantes. sendo que 52% dos eleitores brasileiros são mulheres e queremos impulsionar essa parcela da população para eleger as próprias mulheres.Os quadros que compõem as câmaras municipais, assembleias legislativas estaduais e o congresso nacional, além da historicamente a presidência do país, são muito distantes do eleitorado criando uma cisão na interação da população com as pautas defendidas em plenários nestes espaços. No Rio de Janeiro, existe uma diversificada rede de pessoas atuantes em áreas do conhecimento das questões emergentes sociais, ambientais, políticas, econômicas e culturais, e com grande potencial de mudança e transição, que pode colaborar para uma política mais inclusiva, humana e participativa.

Assim, nasce a Comunidade Coletivas, com o propósito de mobilizar mulheres cidadãs, formar, informar e dar acesso para candidaturas preferencialmente coletivas. A Comunidade Coletivas servirá de escola, que oferecerá um caminho de aprendizagem que inclui a utilização de ferramentas importantes de trabalho no coletivo, como CNV (Comunicação Não-Violenta), Gerenciamento de conflitos (Círculos Restaurativos), Constelação Sistêmica, Gestão de Projetos (Dragon Dreaming),Tomadas de decisão (Holocracia, Sociocracia, Consenso), Facilitação de grupos (Tarefas, Processo e Relacionamentos), Teoria U, entre outras.

A Comunidade Coletivas está aberta para todas as pessoas que queiram colaborar com seus processos de ensinamentos e aprendizados, tanto homens como mulheres, porém as candidaturas serão exclusivas das mulheres de todas as cores, de todas as idades e crenças, donas-de-casa, mães, cientistas, profissionais liberais, artistas, ambientalistas, ativistas, sonhadoras. Mulheres que querem servir a população e contribuir para tornar a cidade do Rio de Janeiro um verdadeiro lar, mais seguro, honesto, saudável, sustentável, não-violento, respeitável e igualitário.

No pleito de 2020, a comunidade COLETIVAS está lançando a pré-candidatura de 7 mulheres, de diferentes formações, de forma colaborativa propondo uma pauta diversa e plural, na arte e cultura, meio ambiente, antirracismo, educação, saúde, água, e outros.

Seremos semente, unindo corações e mentes para inspirar outras mulheres.

Afinal, Política é lugar de mulher!